Evening Mood (1882) by William Bouguereau
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devorah jacoby - letting go
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Em vermelhos e laranjas do fogo ela derrete, se transforma e pega forma. Nesse ritmo compõe passos firmes e leves que permitem o constante fluir, dançar, cantar e, especialmente, celebrar. Diante de tanta beleza só consegue enxergar a entrega e a firmeza. Aí a gratidão toma lugar de todas as coisas, os seus braços se abrem como as asas de uma ave de rapina, satisfeitas por se jogarem no imenso vazio entre o céu e a terra, entre tudo o que não faz sentido e pleno sentido é, tocando todo o espaço vazio, completo e cheio de tudo o que quiser.
She raises.
Voa ideia, voa livre! Te deixo solta no vento como poeira fina que cabe em qualquer lugar, que cabe num olhar, na greta de um tronco de árvore, cabe numa língua e sobra espaço, sinta-se livre para pousar aonde desejar… ou voar nas penas macias de um pássaro. Vai livre, passeie por onde quiser. E, se for o caso de voltar, terei minhas roupas para pousar, ou meus cabelos emaranhados se preferir, ou quem sabe minha face suada de tanto caminhar? Mas nada disso interessa, o importante é voar, voar livre sem saber se vai voltar.
Momento para fomentar as vontades reais, de firmar nos propósitos de colaboração consigo mesmo e controlar os ímpetos surgidos do mais íntimo do ser.
Ímpetos que nem se percebe crescer, contudo, quanto mais na superfície, mais fácil de ver.
Emersão de sentimentos escondidos, imersão de confusões para o mais fundo do silêncio, paradoxo do ego e do amor.
No fundo do silêncio, que se custa deixar ouvir, tudo se dissolve e volta a integrar o que se é: com calma, com carinho em tons dourados e azuis.
A caminho do plenilúnio.
Foto: Clay Lipsky - Up Upon
(via 2headedsnake)
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